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<channel><title><![CDATA[Espa&ccedil;o Labore - Palestras]]></title><link><![CDATA[http://www.espacolabore.com/palestras.html]]></link><description><![CDATA[Palestras]]></description><pubDate>Fri, 09 Sep 2011 09:23:14 -0300</pubDate><generator>Weebly</generator><item><title><![CDATA[Longevidade da mente]]></title><link><![CDATA[http://www.espacolabore.com/2/post/2011/08/longevidade-da-mente.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.espacolabore.com/2/post/2011/08/longevidade-da-mente.html#comments]]></comments><pubDate>Tue, 09 Aug 2011 00:15:34 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.espacolabore.com/2/post/2011/08/longevidade-da-mente.html</guid><description><![CDATA[LONGEVIDADE DA MENTE:Pr&aacute;ticas Milenares e Neuroci&ecirc;ncia do s&eacute;culo 21Anang&eacute;lica Moraes Gomes     [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: center; "><span style="font-weight: bold;">LONGEVIDADE DA MENTE:</span><br /><font size="3"><span style="font-style: italic;">Pr&aacute;ticas Milenares e Neuroci&ecirc;ncia do s&eacute;culo 21</span><br /><span style="font-style: italic;">Anang&eacute;lica Moraes Gomes</span></font></div>  <div ><div style="height: 20px; overflow: hidden; width: 100%;"></div> <hr class="styled-hr" style="width:100%;"></hr> <div style="height: 20px; overflow: hidden; width: 100%;"></div></div>  <div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: justify; "><span style="font-weight: bold;">Sa&uacute;de e longevidade: teoria e pr&aacute;tica</span><br /><br />Educar &eacute; fundamento importante da a&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica na promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. A medicina curativa - na prote&ccedil;&atilde;o (preditiva com check-up e preventiva com campanhas) e na recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de - atua com foco nas doen&ccedil;as. A promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de voltada para o cuidado e a conserva&ccedil;&atilde;o da vitalidade do organismo &eacute; chamada medicina higi&ecirc;nica e ganhou express&atilde;o significativa na pr&aacute;tica m&eacute;dica no s&eacute;culo 20.<br /></div>  <div >  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: justify; ">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) adota o conceito de que sa&uacute;de n&atilde;o &eacute; apenas aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a, mas bem-estar biopsicossocial. Esta defini&ccedil;&atilde;o torna expl&iacute;citas as intera&ccedil;&otilde;es entre corpo, mente e ambiente e a busca de equil&iacute;brio e harmonia nestas rela&ccedil;&otilde;es passa a ser campo de a&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico.<span></span> Neste contexto surgem interfaces com o movimento ecol&oacute;gico que revigoram o discurso higienista e, no s&eacute;culo 21, os temas bem estar e qualidade de vida materializam-se no cotidiano em estilo de vida/comportamento saud&aacute;vel.<br /><span></span><br />Na perspectiva da educa&ccedil;&atilde;o para a sa&uacute;de pr&aacute;ticas milenares e neuroci&ecirc;ncia do s&eacute;culo 21 s&atilde;o fontes de conhecimento para promover a longevidade da mente: as pesquisas e experimentos atuais comprovam a validade das prescri&ccedil;&otilde;es da medicina tradicional oriental e ocidental para a sa&uacute;de do organismo corpo-mente.<br /><span></span><br />Em resumo: a teoria moderna explica os processos e analisa os resultados que confirmam os efeitos da pr&aacute;tica antiga.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Envelhecimento e decl&iacute;nios relacionados &agrave; idade</span><br /><br />O envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o mundial &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia dos avan&ccedil;os da medicina preventiva e curativa, das novas tecnologias, das taxas de fecundidade menores (Brasil menos 50% de 1970 a 1998). A expectativa de vida na pr&eacute;-hist&oacute;ria era de 14 anos; na Gr&eacute;cia Antiga em m&eacute;dia 28 anos; na Europa do s&eacute;culo XIX chegava aos 36 anos; no Brasil em in&iacute;cio dos anos 1950 em torno de 45 anos; no Brasil em fim dos anos 1990 alcan&ccedil;a os 64 anos; e em 2020 estima-se que estar&aacute; acima dos 70 anos. Para efeitos legais, estat&iacute;sticos etc., ser velho &eacute; estar na terceira idade, ter mais de 65<br />anos.<br /><span></span><br />No s&eacute;culo 21 algumas epidemias amea&ccedil;am diminuir a expectativa de vida da popula&ccedil;&atilde;o mundial: obesidade, trauma, HIV/AIDS, hepatite C, estresse. Superar estes riscos significa buscar um estilo de vida/comportamento saud&aacute;vel que produza qualidade de vida, bem estar e longevidade, obedecendo &agrave;s motiva&ccedil;&otilde;es intr&iacute;nsecas do ser humano: n&atilde;o sentir dor, ter mais prazer, trabalhar menos e viver mais.<br /><span></span><br />O lema da modernidade &eacute; &ldquo;Viver mais e melhor&rdquo;, mas viver mais &eacute; envelhecer. Longevidade do organismo &eacute; longevidade do corpoe da mente, mas isto n&atilde;o basta, o que se deseja &eacute; vitalidade.<br /><span></span><br />O envelhecimento &eacute; um processo lento, progressivo que se inicia na idade adulta e envolve desgaste dos tel&ocirc;meros, predom&iacute;nio do catabolismo sobre o metabolismo, diminui&ccedil;&atilde;o da velocidade e da qualidade da regenera&ccedil;&atilde;o dos tecidos, oxida&ccedil;&atilde;o celular, esclerose e degenera&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os.(1)(2).<br /><span></span><br />A longevidade &eacute; poss&iacute;vel gra&ccedil;as a transforma&ccedil;&otilde;es adaptativas que deixam no organismo marcas do passar do tempo e das experi&ecirc;ncias vividas. Quando em grau leve, sem associa&ccedil;&atilde;o com outras doen&ccedil;as e sem produzir limita&ccedil;&atilde;o para as atividades vitais algumas altera&ccedil;&otilde;es refletem o desgaste das estruturas funcionais.<br /><span></span><br />As mais prevalentes s&atilde;o: osteoporose, s&iacute;ndrome de degluti&ccedil;&atilde;o, diminui&ccedil;&atilde;o da acuidade sensorial, decl&iacute;nio cognitivo (diminui&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es mentais) relacionado &agrave; idade.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Fatores que agravam os decl&iacute;nios do envelhecimento</span><br /><br />Condi&ccedil;&otilde;es que podem produzir decl&iacute;nio cognitivo ou acentuar as perdas cerebromentais funcionais relacionadas &agrave; idade s&atilde;o: comorbidades (doen&ccedil;as associadas) e uso de medicamentos. As comorbidades que mais afetam a cogni&ccedil;&atilde;o s&atilde;o: s&iacute;ndrome metab&oacute;lica (HAS/DM2/dislipidemias); tireoideopatias; altera&ccedil;&otilde;es dos horm&ocirc;nios sexuais.<br /><span></span><br /><span></span>O sedentarismo com diminui&ccedil;&atilde;o de gasto energ&eacute;tico e aumento de ingest&atilde;o cal&oacute;rica leva &agrave; obesidade. A dieta de restri&ccedil;&atilde;o cal&oacute;rica tem sido associada ao aumento da longevidade, ao mesmo tempo em que um &iacute;ndice de massa corporal (IMC) maior que 30, j&aacute; aparece como indica&ccedil;&atilde;o para cirurgia de banda g&aacute;strica no tratamento da s&iacute;ndrome metab&oacute;lica, pelo potencial de morbidade e mortalidade que esta condi&ccedil;&atilde;o carrega.<br /><span></span><br />A resist&ecirc;ncia &agrave; insulina associada &agrave; obesidade acontece tanto nas c&eacute;lulas do corpo quanto nos neur&ocirc;nios, e alguns estudos postulam a exist&ecirc;ncia do diabetes tipo 3 ou diabetes cerebral freq&uuml;entemente associado com o diabetes tipo 2. No c&eacute;rebro os olig&ocirc;meros beta-amil&oacute;ides aderem aos dendritos, removendo os receptores de insulina da sinapse (respons&aacute;veis pela ativa&ccedil;&atilde;o dos neur&ocirc;nios para a forma&ccedil;&atilde;o de mem&oacute;rias e a facilita&ccedil;&atilde;o do<br />aprendizado) produzindo decl&iacute;nio da fun&ccedil;&atilde;o mental. Insulina e rosiglitasona indicadas para tratamento do diabetes tipo 2 come&ccedil;am a ser estudadas para tratamento do diabetes cerebral, pois bloqueiam a liga&ccedil;&atilde;o dos olig&ocirc;meros com os dendritos. (3).<br /><span></span><br />Os medicamentos que mais prejudicam a cogni&ccedil;&atilde;o s&atilde;o: neurol&eacute;pticos e antidepressivos para transtornos neurol&oacute;gicos, psiqui&aacute;tricos e psicol&oacute;gicos; e estatinas para eleva&ccedil;&atilde;o dos lip&iacute;deos sangu&iacute;neos. Quanto mais potentes os redutores lip&iacute;dicos - atorvastatina c&aacute;lcica e rosuvastatina c&aacute;lcica &ndash; e mais altas as doses, mais riscos: perda de mem&oacute;ria, confus&atilde;o mental, dificuldade de aprendizagem. Surtos de amn&eacute;sia j&aacute; foram associados ao uso da<br />atorvastatina c&aacute;lcica. (4)<br /><span></span><br />Intera&ccedil;&otilde;es entre medicamentos e alimentos tamb&eacute;m s&atilde;o risco &agrave; cogni&ccedil;&atilde;o. Ch&aacute;s diur&eacute;ticos (carqueja, chap&eacute;u de couro, cavalinha, quebra-pedra, alcachofra) aceleram a elimina&ccedil;&atilde;o de sais de l&iacute;tio, diminuindo o efeito da medica&ccedil;&atilde;o. Antidepressivos - principalmente os inibidores da monoaminoxidase (MAO), produzindo congest&atilde;o vascular cerebral intensa com casos de crise hipertensiva grave, seguida de acidente vascular cerebral e morte - oferecem risco de intera&ccedil;&atilde;o com os alimentos ricos em tiramina: alguns tipos de queijos maturados (emental, roquefort, provolone, mussarela, parmes&atilde;o), vinho tinto, vermute, cerveja, guaran&aacute;, caf&eacute;, chocolate, chimarr&atilde;o, peixes (conservados em picles, salgados ou defumados), camar&atilde;o, caviar, salame, carnes concentradas em molho, sopa industrializada, f&iacute;gado bovino ou aves (armazenados por longo tempo ou na forma de pat&ecirc;s), fava de feij&atilde;o, suplementos prot&eacute;icos, pimenta, molho de<br />soja. (5).<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Envelhecimento do c&eacute;rebro e mem&oacute;ria</span><br /><br />O decl&iacute;nio cognitivo relacionado &agrave; idade &eacute; percebido pelo senso comum como inexor&aacute;vel e mais amea&ccedil;ador que a debilidade f&iacute;sica, e se sustenta no entrela&ccedil;amento de fatos e mitos, que necessitam ser aclarados.<br /><span></span><br /><span style="font-style: italic;">&ldquo;Tanto o potencial quanto os limites tantos os ganhos como as perdas, fazem parte do panorama do envelhecimento cognitivo. A considera&ccedil;&atilde;o de sua produtiva intera&ccedil;&atilde;o &eacute; o desafio que se prop&otilde;e para os futuros especialistas.&rdquo;</span> (6)<br /><span></span><br />O volume do c&eacute;rebro n&atilde;o diminui obrigatoriamente em indiv&iacute;duos saud&aacute;veis, mesmo em idade avan&ccedil;ada. O desenvolvimento do c&eacute;rebro dura a vida inteira e a atividade f&iacute;sica estimula o crescimento de neur&ocirc;nios, inclusive no hipocampo.(7) Mudan&ccedil;as neurais relacionadas &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o, aprimoramento ou estimula&ccedil;&atilde;o de habilidades ling&uuml;&iacute;sticas ocorrem mesmo em idosos.(8) <br /><br /><span></span>Esta plasticidade cerebral permite a constru&ccedil;&atilde;o e o remodelamento de sistemas funcionais abrindo a possibilidade de neuroaprimoramento, com otimiza&ccedil;&atilde;o de performance baseada na experi&ecirc;ncia e sabedoria que o envelhecer carrega.<br /><span></span><br />As defici&ecirc;ncias de mem&oacute;ria relacionadas &agrave; idade tamb&eacute;m est&atilde;o contaminadas por &ldquo;falsas verdades&rdquo;, e ao idoso mais que a qualquer faixa et&aacute;ria &eacute; proibido esquecer. Paradoxalmente, esquecer o irrelevante &eacute; uma das fun&ccedil;&otilde;es da mem&oacute;ria; e quanto mais experi&ecirc;ncia, mais modos autom&aacute;ticos de funcionamento do organismo, e mais lapsos.<br /><span></span><br />Muitas s&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es que podem comprometer o desempenho da mem&oacute;ria em qualquer idade. Estresse leve ou moderado melhora a cogni&ccedil;&atilde;o e a mem&oacute;ria, enquanto estresse forte ou prolongado prejudica.(9). O sofrimento psicol&oacute;gico cr&ocirc;nico aumenta o decl&iacute;nio cognitivo, portanto tratar a dor ps&iacute;quica &eacute; imprescind&iacute;vel para preservar o sistema funcional da mem&oacute;ria. (10).<br /><span></span><br />Lapsos de mem&oacute;ria s&atilde;o significativos quando sua freq&uuml;&ecirc;ncia interfere na efici&ecirc;ncia e independ&ecirc;ncia para as tarefas corriqueiras (11). Para melhorar a mem&oacute;ria &eacute; fundamental: prestar aten&ccedil;&atilde;o no que se quer lembrar e manter-se presente no que faz, sem deixar que o automatismo tome conta da situa&ccedil;&atilde;o (12).<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Fatores que previnem os decl&iacute;nios do envelhecimento</span><br /><br />Os principais fatores que favorecem a cogni&ccedil;&atilde;o s&atilde;o: o balan&ccedil;o entre novidade e resist&ecirc;ncia a mudan&ccedil;a; o grau de relacionamento social; as cren&ccedil;as; os exerc&iacute;cios mentais e f&iacute;sicos; a alimenta&ccedil;&atilde;o.<br /><span></span><br />A novidade &eacute; o mais poderoso estimulante para a forma&ccedil;&atilde;o de novas conex&otilde;es neurais por despertar a curiosidade. A resist&ecirc;ncia a mudan&ccedil;a dificulta o engajamento em atividades que podem auxiliar a cogni&ccedil;&atilde;o.<br /><span></span><br /><span style="font-style: italic;">&ldquo;De forma geral, pessoas otimistas, flex&iacute;veis, abertas a novas experi&ecirc;ncias, positivamente motivadas e focadas no que realmente lhes faz bem t&ecirc;m mais chances de envelhecer com sa&uacute;de f&iacute;sica e mental, tirando vantagens das oportunidades, lidando de forma mais equilibrada com frustra&ccedil;&otilde;es inevit&aacute;veis, mantendo o sentimento de bem estar e satisfa&ccedil;&atilde;o.&rdquo; </span>(13)<br /><span></span><br />No relacionamento social, tend&ecirc;ncias a isolamento ou a v&iacute;nculo afetam de modo diferente a imunidade. Isolamento social &eacute; respons&aacute;vel por duas vezes mais probabilidade de segundo IAM (infarto card&iacute;aco). V&iacute;nculos sociais com grupos variados s&atilde;o associados com a diminui&ccedil;&atilde;o de casos de gripes e resfriados entre seus participantes. Apenas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; AIDS observa-se diferen&ccedil;a: <span style="font-style: italic;">&ldquo;quanto maior a rede de relacionamentos, piores eram os n&uacute;meros relativos ao sistema imunol&oacute;gico dos afetados&rdquo; </span>(14)<br /><span></span><br />Cren&ccedil;as s&atilde;o ferramentas poderosas para cultivar atitudes positivas que estimulam o c&eacute;rebro e organizam a mente. A pr&aacute;tica religiosa regular aumenta em 7 anos ou mais a expectativa de vida, um efeito semelhante a n&atilde;o fumar. A prece produz sensa&ccedil;&atilde;o de bem estar, confian&ccedil;a e relaxamento, importantes na preven&ccedil;&atilde;o e no controle do estresse. (15) (16)<br /><span></span><br />Outras pr&aacute;ticas como ioga, taichi, medita&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m ajudam a equilibrar o organismo e compensar os efeitos do estresse que aumenta o desgaste do corpomente. (17)<br /><span></span><br />A indu&ccedil;&atilde;o do relaxamento corporal que favorece a sincroniza&ccedil;&atilde;o da atividade cerebral de ondas lentas e contrabalan&ccedil;a a hiperativa&ccedil;&atilde;o do sistema de alerta, diminui a atividade do eixo hipot&aacute;lamo-hip&oacute;fise-adrenal e reduz os n&iacute;veis de cortisol, melhorando a ansiedade e a depress&atilde;o, favorecendo o funcionamento do sistema imunol&oacute;gico, promovendo sa&uacute;de e longevidade. (18)<br /><span></span><br />A alimenta&ccedil;&atilde;o fornece grande contribui&ccedil;&atilde;o para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de desde Hip&oacute;crates - que preconizava fazer do alimento o medicamento - passando pelas medicinas tradicionais do Oriente, chegando aos alimentos funcionais no s&eacute;culo 21. (19)<br /><span></span><br />O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos sugere a ingest&atilde;o de duas x&iacute;caras de frutas e duas e meia x&iacute;caras de verduras diariamente para garantir a reposi&ccedil;&atilde;o dos nutrientes necess&aacute;rios &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do organismo: lip&iacute;deos, carboidratos, amino&aacute;cidos; vitaminas; oligo-elementos. Nutrientes dos alimentos s&atilde;o mais bem absorvidos que os fornecidos atrav&eacute;s de suplementos alimentares.<br /><span></span><br />Dentre os alimentos para o c&eacute;rebro aqueles que cont&ecirc;m polifen&oacute;is (flavon&oacute;ides, antocianinas e outros antioxidantes), triptofano, e olegoelementos s&atilde;o essenciais para manter as estruturas e fun&ccedil;&otilde;es do c&eacute;rebro, desacelerar o decl&iacute;nio das fun&ccedil;&otilde;es mentais e proteger de doen&ccedil;as como Alzheimer e Parkinson, al&eacute;m de estimular a imunidade, prevenir o c&acirc;ncer e reduzir os processos inflamat&oacute;rios. Melhoram o racioc&iacute;nio, a coordena&ccedil;&atilde;o motora, a mem&oacute;ria, o aprendizado, a compreens&atilde;o verbal e a habilidade num&eacute;rica. (20)<br /><span></span><br />S&atilde;o fontes de polifen&oacute;is: frutas c&iacute;tricas e vermelhas (morango, mirtilo, blue Berry, uvas); ch&aacute;s (verde, branco e preto); bebidas de cacau e chocolate amargo; vinho e suco de uvas; verduras de folhas escuras; alho; cebola; salsinha; cheiro verde; especiarias e ervas (s&aacute;lvia, or&eacute;gano, tomilho, pimentas); gr&atilde;os de cereais; tof&uacute; e leite de soja. (20)<br /><span></span><br />Alimentos ricos em triptofano, precursor da serotonina melhoram o humor e reduzem o risco de depress&atilde;o: leite e seus derivados, aveia, produtos a base de soja, arroz, gr&atilde;os integrais, carne branca, ovos, mel, ameixa, banana, abacaxi, frutas secas, nozes, castanhas. (21)<br /><span></span><br />Outros combust&iacute;veis cerebrais s&atilde;o os oligoelementos:<br />mangan&ecirc;s (abacaxi e leguminosas); cromo (carnes, gr&atilde;os integrais, germe de trigo, queijo, piment&atilde;o verde, espinafre, pimenta do reino); cobalto (amendoim, ervilha, sardinha, salm&atilde;o); iodo (sal iodado, alho, cebola, alimentos de origem marinha); sel&ecirc;nio (castanha do Par&aacute;, carnes e aves); &aacute;cidos graxos e omega 3 (&oacute;leo de peixe, linha&ccedil;a, ab&oacute;bora). (21)<br /><span></span><br />&Eacute; not&aacute;vel a coincid&ecirc;ncia entre alimentos para o c&eacute;rebro e alimentos para os ossos (ricos em c&aacute;lcio) que protegem da osteoporose: verduras de folhas escuras, cruas mais que cozidas, cont&eacute;m at&eacute; 100mg de c&aacute;lcio em 100g (acelga, bertalha, br&oacute;colis, caruru, couve, couve-flor com as folhas, espinafre, radicchio, r&uacute;cula, salsa, taioba); frutas secas mais que frescas (passas de uva, damasco, figo, ameixa); am&ecirc;ndoas, avel&atilde;s, castanhas do Par&aacute;,<br />nozes; leite e derivados (500ml de leite = 770mg, 100g de queijo = 760mg, 100g de iogurte = 150mg) e peixes (100g de sardinha = 400mg; 100g de merluza = 200mg; 100g de badejo = 180mg). Conservantes dos alimentos industrializados (congelados, enlatados, embutidos e engarrafados) fazem o organismo perder c&aacute;lcio. A necessidade de c&aacute;lcio por dia varia de acordo com o sexo, a faixa et&aacute;ria e condi&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas: homens e mulheres at&eacute; 45 anos = 800mg; homens ap&oacute;s 45 anos, desportistas em qualquer idade,<br />gesta&ccedil;&atilde;o e amamenta&ccedil;&atilde;o = 1200mg; mulheres ap&oacute;s os 45 anos = 1600mg.<br /><span></span><br />O organismo &eacute; o que o indiv&iacute;duo come: uma dieta equilibrada e variada com os combust&iacute;veis suficientes para os processos de repara&ccedil;&atilde;o celular &eacute; a base estrutural da longevidade. O caf&eacute; produz benef&iacute;cios cognitivos dependentes da dose ingerida - melhora estado de alerta, orienta&ccedil;&atilde;o espacial, tempo de rea&ccedil;&atilde;o, agilidade de locomo&ccedil;&atilde;o - combatendo temporariamente a fadiga e a sonol&ecirc;ncia. Estudos indicam que o consumo regular reduz o risco de mal de Parkinson e pesquisas investigam seus efeitos no mal de Alzheimer. (22) O ch&aacute; verde diminui a fosforila&ccedil;&atilde;o e o ac&uacute;mulo de prote&iacute;na tau em Alzheimer (23)<br /><span></span><br />Alguns nutrientes em excesso prejudicam o c&eacute;rebro: dietas ricas em prote&iacute;na diminuem a capta&ccedil;&atilde;o do triptofano; dietas ricas em carboidratos aumentam a libera&ccedil;&atilde;o de insulina ap&oacute;s as refei&ccedil;&otilde;es e intensificam a capta&ccedil;&atilde;o dos amino&aacute;cidos, subst&acirc;ncias que formam as prote&iacute;nas. (24)<br /><span></span><br />O fundamento dos exerc&iacute;cios mentais &eacute; usar para n&atilde;o atrofiar. Leitura, escrita, palavras cruzadas, quebra-cabe&ccedil;as s&atilde;o est&iacute;mulos para a atividade mental. Relaxar para neutralizar o estresse tamb&eacute;m tem papel relevante: ioga e medita&ccedil;&atilde;o s&atilde;o pr&aacute;ticas que induzem um funcionamento mental mais equilibrado. Exerc&iacute;cios f&iacute;sicos duas vezes por semana (25 a 30 minutos de caminhada com sudorese e/ou falta de f&ocirc;lego) diminuem em 52% a incid&ecirc;ncia de dem&ecirc;ncia. A atividade f&iacute;sica aumenta o fluxo sangu&iacute;neo cerebral, melhora a efici&ecirc;ncia neural, diminui a ansiedade, a depress&atilde;o e o estresse e aumenta a auto-estima. (25)<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Turbinando o c&eacute;rebro</span><br /><br />Muitas s&atilde;o as subst&acirc;ncias usadas atualmente para melhorar a performance mental. A maior parte indicada inicialmente para o tratamento disfun&ccedil;&otilde;es e das doen&ccedil;as degenerativas cerebrais passou a ser empregada mesmo sem prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica como estimulante das fun&ccedil;&otilde;es cognitivas sendo conhecidas como &ldquo;smart drugs&rdquo;. (26)<br /><span></span><br />Na Alemanha Gingko Biloba &eacute; mais usada que todas as outras drogas para retardar a perda mem&oacute;ria em casos de Alzheimer. Caf&eacute; &eacute; melhor estimulante que metilfenidato e anfetamina. Metilfenidato indicado no tratamento de TDAH tem sido usado sem prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica por estudantes e executivos. Anfetamina aumenta o alerta mental e foi usada por pilotos militares nos EUA para diminuir d&eacute;ficit de desempenho com resultados melhores que o observado com emprego de metilfenidato. Modafinil originalmente indicado para narcolepsia e sonol&ecirc;ncia diurna passou a ser usado para depress&atilde;o, esclerose m&uacute;ltipla e fadiga e encontra uso sem prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica para melhorar o humor. Donepezil empregado no tratamento da dem&ecirc;ncia e de Alzheimer com uso de longa dura&ccedil;&atilde;o induziu melhora na performance de pilotos e na fun&ccedil;&atilde;o cognitiva em indiv&iacute;duos saud&aacute;veis. Ampaquina que estimula libera&ccedil;&atilde;o de glutamato come&ccedil;a a ser usada sem prescri&ccedil;&atilde;o para melhorar o humor. (26)<br /><span></span><br />Considerando os efeitos colaterais das &ldquo;smart drugs&rdquo;, a inexist&ecirc;ncia de estudos consistentes sobre uso prolongado em indiv&iacute;duos saud&aacute;veis e o potencial para abuso no uso recreativo, a estimula&ccedil;&atilde;o cognitiva n&atilde;o-medicamentosa constitui op&ccedil;&atilde;o mais eficiente e mais segura para o neuroaprimoramento.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Conquistas do envelhecimento</span><br /><br />&Agrave; primeira vista parece que o envelhecimento carrega apenas desvantagens, mas outra perspectiva abre-se para aqueles que descobrem para que servem as experi&ecirc;ncias. Mais e melhores experi&ecirc;ncias promovem mais felicidade e mais sabedoria. Se velocidade e quantidade s&atilde;o aspectos dominantes nas performances dos jovens, os mais velhos desempenham tarefas e resolvem problemas com mais precis&atilde;o e qualidade. (27)<br /><span></span><br />C&eacute;rebro mais experiente consome menos energia e tem melhor desempenho e efici&ecirc;ncia na solu&ccedil;&atilde;o de tarefas. (28)<br /><span></span><br />O c&eacute;rebro saud&aacute;vel &eacute; capaz de compensar muitas das defici&ecirc;ncias que surgem com a idade: as habilidades motoras e cognitivas requeridas para a execu&ccedil;&atilde;o de tarefas s&atilde;o consistentemente mais lentas j&aacute; a partir dos 40 anos, mas os idosos cometem cerca de metade dos erros que os jovens. (29)<br /><span></span><br />Estudos da performance de digitadores separados em grupos por faixa et&aacute;ria constatou que os mais velhos que possuem olhar mais abrangente e menos redund&acirc;ncia de movimentos s&atilde;o mais h&aacute;beis que os mais jovens, que realizam mais movimentos desnecess&aacute;rios e cometem mais erros durante a digita&ccedil;&atilde;o. (30)<br /><span></span><br />O hardware da mec&acirc;nica cognitiva biol&oacute;gica (funcionamento dos sistemas b&aacute;sicos) produz a intelig&ecirc;ncia fluida; o software da pragm&aacute;tica cognitiva cultural (funcionamento dos sistemas de conhecimento factual e procedural) gera a intelig&ecirc;ncia cristalizada. O envelhecimento traz perdas na intelig&ecirc;ncia fluida, mas atrav&eacute;s de &ldquo;otimiza&ccedil;&atilde;o seletiva com compensa&ccedil;&atilde;o&rdquo; da intelig&ecirc;ncia cristalizada &eacute; poss&iacute;vel desacelerar o d&eacute;ficit cognitivo associado &agrave; idade. (31)<br /><span></span><br /><span style="font-style: italic;">&ldquo;&Agrave; medida em que envelhecemos, tendemos a apresentar boa capacidade pragm&aacute;tica para compreender o nexo entre as condi&ccedil;&otilde;es que definem o que &eacute; e o que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel, e para aplicar tal conhecimento em nosso desenvolvimento pessoal e adapta&ccedil;&atilde;o.&rdquo; </span>(32) <br /><span></span><br /><span style="font-style: italic;">&ldquo;Conceituei os dois prot&oacute;tipos do funcionamento intelectual, a mec&acirc;nica cognitiva e pragm&aacute;tica cognitiva, como exemplares de duas fontes de influ&ecirc;ncia fundamentalmente diferentes que atuam sobre a natureza do envelhecimento: a gen&eacute;tica e a cultural. Na arquitetura neurofisiol&oacute;gica da intelig&ecirc;ncia (a mec&acirc;nica cognitiva) predomina a influencia do genoma, dependente do processo evolutivo da esp&eacute;cie e dos fatores biol&oacute;gicos. O enredo central do por assim dizer hardware da intelig&ecirc;ncia &eacute; o do decl&iacute;nio. No entanto, no componente que podemos denominar de software da cogni&ccedil;&atilde;o, a pragm&aacute;tica cognitiva, o poder enriquecedor e compensat&oacute;rio do conhecimento e da cultura podem atuar positivamente. A partir da aceita&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio de que a cultura e a evolu&ccedil;&atilde;o cultural podem afetar o desenvolvimento da cogni&ccedil;&atilde;o, &eacute; poss&iacute;vel ter uma vis&atilde;o mais ampla que inclui a possibilidade de derrotar as limita&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas e os d&eacute;ficits da velhice. Nesse sentido, pode ser v&aacute;lida uma surpreendente conclus&atilde;o sobre a natureza da velhice: em fun&ccedil;&atilde;o do fato dessa nova ideologia ser ainda t&atilde;o nova na atualidade a velhice &eacute; jovem.&rdquo;</span> (32)<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Envelhecimento saud&aacute;vel</span><br /><br />No atual estado do conhecimento cient&iacute;fico as perguntas de Elizabeth Blackburn - pr&ecirc;mio Nobel de Fisiologia e Medicina 2009 - sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre encurtamento de tel&ocirc;meros, longevidade e doen&ccedil;as degenerativas s&atilde;o extens&iacute;veis &agrave; abordagem do envelhecimento: Como explicar isso do ponto de vista biol&oacute;gico? Como abordar os diferentes efeitos &ndash; quais s&atilde;o gen&eacute;ticos e quais s&atilde;o n&atilde;o-gen&eacute;ticos? Quais s&atilde;o causais e quais s&atilde;o relacionados? Os desafios na medicina est&atilde;o mudando de &ldquo;tratar os sintomas depois que a casa pegou fogo&rdquo; para &ldquo;como preservar a casa&rdquo;? Podemos aplicar o que aprendemos sobre processos de doen&ccedil;as para preven&ccedil;&atilde;o ou interven&ccedil;&atilde;o precoce? (33)<br /><span></span><br />O que aprendi na pr&aacute;tica cl&iacute;nica com aqueles que conseguem viver mais e melhor pode ser sintetizado em dez atitudes di&aacute;rias que - quando adaptadas ao estilo de vida de cada indiv&iacute;duo e incorporadas ao comportamento - conduzem &agrave; longevidade com alegria de viver.<br /><br /><span style="font-weight: bold; font-style: italic; text-decoration: underline;">ATITUDES DI&Aacute;RIAS para VIVER MAIS E MELHOR</span><br /><br /><span></span>OXIG&Ecirc;NIO = Expira&ccedil;&atilde;o&nbsp; &gt;&nbsp; Inspira&ccedil;&atilde;o<br /><br /><span></span>&Aacute;GUA =&nbsp; 01 copo / 10kg peso<br /><br /><span></span><span style="font-weight: bold;">NUTRIENTES</span><br />Lip&iacute;deos / Carboidratos / Amino&aacute;cidos Vitaminas / Oligo-elementos<br /><br /><span></span>SONO =&nbsp; 08h/noite<br /><br /><span></span>SOL = at&eacute; 10h ap&oacute;s 15h com PROTETOR SOLAR<br /><br /><span></span><span style="font-weight: bold;">HIGIENE</span><br /><br /><span></span>LAVAR as M&Atilde;OS<br />antes de COMER ou MANIPULAR ALIMENTOS<br />e ap&oacute;s usar o BANHEIRO<br /><br />ATIVIDADE F&Iacute;SICA<br />30 minutos 03 vezes por semana diminui 58% &oacute;bito cardio<br />CONDICIONAMENTO &gt;&gt;&gt; FC= 220-idade&nbsp; ou&nbsp; 60% a 80% FC m&aacute;xima<br /><br />LEITURA / ESCRITA<br />30 minutos 03 vezes por semana<br /><br />LAZER<br />PRAZER para compensar ESTRESSE<br /><br />CONTROLE de PESO<br />IMC =&nbsp; ___peso_____<br />&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; altura x altura<br />&nbsp;25=SOBREPESO&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 30=OBESIDADE<br />&nbsp;Per&iacute;metro toracoabdominal = CINTURA &gt; H=98&nbsp; M=80<br />Per&iacute;metro abdominopelvico = ABDOMEM&gt; H=102&nbsp; M=88<br /><br /><span style="font-weight: bold; text-decoration: underline;">Refer&ecirc;ncias para saber mais</span><br /><br />(1) Rastros deixados pela vida &ndash; Alexander Kotrschal - Mentec&eacute;rebro n&deg; 212, p.76, 2010.<br />(2) Tel&ocirc;meros podem realmente prever sua longevidade? Mayana Zatz - http://veja.abril.com.br/blog/genetica/sem-categoria/telomeros-podem-realmente-prever-sua-longevidade/#more-183611<br />(3) Diabetes cerebral - Fernanda G. De Felice e S&eacute;rgio T. Ferreira - Mentec&eacute;rebro especial Mem&oacute;ria n&deg; 27, p.73-74, 2011.<br />(4) N&atilde;o &eacute; dem&ecirc;ncia, &eacute; seu rem&eacute;dio para o colesterol &ndash; Melinda Wenner Moyer - Mentec&eacute;rebro n&ordm;216, p.64-65, 2011.<br />(5) Para comer e para curar &ndash; Rosane Gomez e Carina Duarte Venturini - Mentec&eacute;rebro n&ordm; 218, p.36-41, 2011.<br />(6) Envelhecimento Cognitivo: Potencialidades e Limites &ndash; P.B. Baltes - Gerontologia 2 (1):23-44, 1994.<br />(7) Mentes em movimento &ndash; Steve Ayan - Mente C&eacute;rebro n&ordm;211, p.36-45, 2010.<br />(8) Mais luz &ndash; Sidarta Ribeiro - Mente C&eacute;rebro n&ordm;217, p.82, 2010<br />(9) Mem&oacute;rias estressadas - Robert M. Sapolsky - Mentec&eacute;rebro especial Mem&oacute;ria n&ordm; 27, p.53, 2011.<br />(10) M&uacute;sculos em forma, cabe&ccedil;a saud&aacute;vel - Hertzog, C.; Kramer, A.F.; Wilson, R. S. &amp; Lindenberger, U. - Mente C&eacute;rebro n&ordm;211, p.52, 2010)<br />(11) Diabetes cerebral - Fernanda G. De Felice e S&eacute;rgio T. Ferreira - Mentec&eacute;rebro especial Mem&oacute;ria n&deg; 27, p.68 2011.<br />(12) Esquecer para lembrar - Jessica Marshall - Mentec&eacute;rebro especial Mem&oacute;ria n&ordm; 27, p.51 &ndash; 2011.<br />(13) M&uacute;sculos em forma, cabe&ccedil;a saud&aacute;vel &ndash; Christopher Hertzog, Arthur F. Kramer, Robert S. Wilson e Ulman Lindenberger &ndash; Mentec&eacute;rebro n&ordm;211, p.57, 2010.<br />(14) Cont&aacute;gio social &ndash; Nikolas Westerhoff - Mentec&eacute;rebro n&ordm; 220, p.26, 2011.<br />(15) Em busca da cura &ndash; Pierangelo Garzia - Mentec&eacute;rebro n&ordm; 220, p.30-31, 2011.<br />(16) O poder da ora&ccedil;&atilde;o &ndash; Daniela Ovadia - Mentec&eacute;rebro especial n&ordm; 23, p. 80-82, 2010.<br />(17) Bem-vindo ao agora! - Steve Ayan - Mentec&eacute;rebro especial n&ordm; 26, p.54-61, 2011.<br />(18) A ci&ecirc;ncia da ioga &ndash; Camila Ferreira-Vorkapic - Mentec&eacute;rebro especial n&ordm; 23, p.48-53, 2010. <br />(19) Fa&ccedil;a do alimento o seu medicamento - Jocelem Mastrodi Salgado &ndash; Ediouro, S&atilde;o Paulo, 2008.<br />(20) 12 alimentos para o c&eacute;rebro &ndash; Mary Franz - Mentec&eacute;rebro n&ordm; 218, p. 28-35, 2011<br />(21) Para comer e para curar &ndash; Rosane Gomez e Carina Duarte Venturini - Mentec&eacute;rebro n&ordm; 218, p.36-41, 2011.<br />(22) 12 alimentos para o c&eacute;rebro &ndash; Mary Franz - Mentec&eacute;rebro&nbsp; n. 218, p. 28-35, 2011.<br />(23) Camundongos trazem boas not&iacute;cias sobre Alzheimer &ndash; J&uuml;rgen G&ouml;tz &ndash; Mentec&eacute;rebro n&ordm;219, p.63, 2011)<br />(24) Para comer e para curar &ndash; Rosane Gomez e Carina Duarte Venturini - Mentec&eacute;rebro n&ordm; 218, p.36-41, 2011.<br />(25) C&eacute;rebro em forma - Camila Ferreira-Vorkapic - Mentec&eacute;rebro especial n&ordm; 23, p.62-67, 2010.<br />(26) P&iacute;lulas para ficar mais esperto &ndash; Stephen S. Hall -&nbsp; Mentec&eacute;rebro especial n&ordm;26, p.58-63, 2011.<br />(27) Os grandes mitos da psicologia &ndash; Scott O. Lilienfeld, Steve Jay Lynn, John Ruscio, Barry L. Beyerstein - Mente C&eacute;rebro n&ordm;217 p.30.<br />(28) A neuroci&ecirc;ncia da intelig&ecirc;ncia - Richard J. Haier &ndash; Mente C&eacute;rebro edi&ccedil;&atilde;o especial n&ordm;26, p.18-23 &ndash; 2011.<br />(29) As cores do tempo &ndash; Marion Sonnenmoser - Mente C&eacute;rebro especial Longevidade n&ordm;21, p.8&ndash;13, 2009.<br />(30) Aspectos socioculturais do envelhecimento - Anita Liberalesso Neri &ndash; Anais do II Congresso Brasileiro de Neuropsicologia &ndash; Campinas &ndash; SP, 1995.<br />(31) Benef&iacute;cios da idade &ndash; Michael Falkenstein, Sacha Sommer - Mente C&eacute;rebro especial Longevidade n&ordm;21 &ndash; p.14-19 &ndash; 2009.<br />(32) Envelhecimento Cognitivo: Potencialidades e Limites &ndash; P.B. Baltes - Gerontologia 2 (1):23-44, p.40 &ndash; 1994.<br />(33) Mayana Zatz - Tel&ocirc;meros podem realmente prever sua longevidade? http://veja.abril.com.br/blog/genetica/sem-categoria/telomeros-podem-realmente-prever-sua-longevidade/#more-183611 <br /><br /><span style="font-weight: bold; font-style: italic;">Anang&eacute;lica Moraes Gomes</span><br />M&eacute;dica UFPara&iacute;ba 1980.<br /><br />Atividades did&aacute;ticas em ci&ecirc;ncia cognitiva: desenvolvimento, aprendizagem e suas disfun&ccedil;&otilde;es na neuropsicologia russa.<br /><br />Projeto ECOLOGIA DO CORPO: eventos e consultoria (privada e institucional) em educa&ccedil;&atilde;o, sa&uacute;de e comportamento.<br /><br />Programa de qualifica&ccedil;&atilde;o para educadores<br />EDUCA&Ccedil;&Atilde;O PARA A PAZ NO S&Eacute;CULO 21: ATEN&Ccedil;&Atilde;O INTEGRAL &Agrave; CRIAN&Ccedil;A&nbsp;PARA A FORMA&Ccedil;&Atilde;O DA PESSOA E A CONSTRU&Ccedil;&Atilde;O DA MENTE.<br /><br />Autora do livro A CRIAN&Ccedil;A EM DESENVOLVIMENTO: C&Eacute;REBRO, COGNI&Ccedil;&Atilde;O E COMPORTAMENTO. Editora REVINTER 2005.<br /><br /><br />Esta palestra faz parte do projeto ECOLOGIA DO CORPO para o desenvolvimento humano.<br /><br /><span></span>Conhe&ccedil;a mais no endere&ccedil;o<br /><a target="_blank" href="http://www.messuka.com.br/index.php">http://www.messuka.com.br/index.php</a><br /></div>  ]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Momentos Críticos do Desenvolvimento Infantil]]></title><link><![CDATA[http://www.espacolabore.com/2/post/2010/04/1.html]]></link><comments><![CDATA[http://www.espacolabore.com/2/post/2010/04/1.html#comments]]></comments><pubDate>Mon, 12 Apr 2010 05:00:00 -0300</pubDate><category><![CDATA[Uncategorized]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.espacolabore.com/2/post/2010/04/1.html</guid><description><![CDATA[Janelas&nbsp;de Oportunidade para&nbsp;a Constru&ccedil;&atilde;o da Mente e do ComportamentoAnang&eacute;lica Moraes GomesAs necessidades b&aacute;sicas do ser humano envolvem desde a nutri&ccedil;&atilde;o at&eacute; o ambiente psicossocial; e na inf&acirc;ncia, exercem influ&ecirc;ncia significativa sobre o processo de desenvolvimento. Ao conceituar sa&uacute;de c [...] ]]></description><content:encoded><![CDATA[<div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: justify; "><strong style="">Janelas&nbsp;de Oportunidade para&nbsp;a Constru&ccedil;&atilde;o da Mente e do Comportamento</strong><br /><em style="">Anang&eacute;lica Moraes Gomes</em><br /><br />As necessidades b&aacute;sicas do ser humano envolvem desde a nutri&ccedil;&atilde;o at&eacute; o ambiente psicossocial; e na inf&acirc;ncia, exercem influ&ecirc;ncia significativa sobre o processo de desenvolvimento. Ao conceituar sa&uacute;de como bem-estar biopsicossocial, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de fornece as bases para uma abordagem transdisciplinar da aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; crian&ccedil;a. A sa&uacute;de da crian&ccedil;a, portanto, deve abranger as condi&ccedil;&otilde;es para o seu pleno desenvolvimento, que inclui o crescimento f&iacute;sico, psicol&oacute;gico e social e a aquisi&ccedil;&atilde;o de habilidades, capacidades e comportamento humanos.<br /></div>  <div >  <!--BLOG_SUMMARY_END--></div>  <div  class="paragraph editable-text" style=" text-align: justify; ">Acompanhar o desenvolvimento da crian&ccedil;a configura-se em mais do que consultar gr&aacute;ficos e tabelas para certificar sua sa&uacute;de e seu desempenho. Envolve observar o modo como a crian&ccedil;a estabelece contato com o meio circundante, percebe este meio, assimila a experi&ecirc;ncia cultural e se torna parte ativa do sistema de grupos sociais que constitui seu ambiente.<br /><br />Exige um olhar sobre a crian&ccedil;a como sujeito e sobre o lugar que ela ocupa nas rela&ccedil;&otilde;es familiares e sociais.<br /><br />Nesta perspectiva, &eacute; b&aacute;sico compreender o modo de interagir da crian&ccedil;a - com o seu pr&oacute;prio corpo, com o outro, com o objeto, com o meio f&iacute;sico e com o meio social - e as etapas do seu processo de desenvolvimento, para percep&ccedil;&atilde;o de desequil&iacute;brios, suas causas e conseq&uuml;&ecirc;ncias, e tamb&eacute;m para estimula&ccedil;&atilde;o de processos de aprendizagem, por meio de estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o de dist&uacute;rbios e maximiza&ccedil;&atilde;o das potencialidades de cada crian&ccedil;a individualmente. O desenvolvimento &eacute; a hist&oacute;ria de como se constroem novas atividades mentais, a maneira como a crian&ccedil;a vai adquirindo gradualmente modos de interagir com o mundo, caracteristicamente humanos e &ldquo;herdados&rdquo; socialmente.<br /><br />A forma de cada indiv&iacute;duo realizar esta constru&ccedil;&atilde;o &eacute; uma assimila&ccedil;&atilde;o individual da experi&ecirc;ncia hist&oacute;rica, uma atualiza&ccedil;&atilde;o das transforma&ccedil;&otilde;es acumuladas por sua esp&eacute;cie: o desenvolvimento de cada um &eacute; uma hist&oacute;ria peculiar, que o particulariza e o distingue dos outros humanos. A constru&ccedil;&atilde;o do humano em cada indiv&iacute;duo &eacute; o resultado do desenvolvimento da cogni&ccedil;&atilde;o, da capacidade de aprender a aprender, de decodificar o mundo, de adquirir estrat&eacute;gias para assegurar a sobreviv&ecirc;ncia, manter a sa&uacute;de, o bem-estar. Estrat&eacute;gia cognitiva &eacute; o modo de interagir, no sentido de perceber e reagir ao meio circundante.<br /><br />O que diferencia o homem do animal &eacute; a forma como orienta o seu desenvolvimento: aprende a transformar seu comportamento instintivo, herdado, de rec&eacute;m-nascido, no comportamento do adulto, constru&iacute;do a partir de influ&ecirc;ncias socioculturais. O complexo processo de adquirir um comportamento especificamente humano - culturalmente orientado, volunt&aacute;rio, dirigido a metas - &eacute; denominado desenvolvimento. O desenvolvimento &eacute; o resultado do entrela&ccedil;amento de dois processos fundamentais: matura&ccedil;&atilde;o e aprendizagem.<br /><br />A matura&ccedil;&atilde;o condensa os processos biol&oacute;gicos elementares que, ao longo do tempo, v&atilde;o funcionando de modo cada vez mais complexo e espec&iacute;fico, orientados por um programa geneticamente determinado. A aprendizagem diz respeito a processos psicol&oacute;gicos superiores, dependentes da fala na sua organiza&ccedil;&atilde;o, e determinados s&oacute;cio-historicamente pelas condi&ccedil;&otilde;es reais de vida de cada indiv&iacute;duo. O processo de matura&ccedil;&atilde;o prepara e possibilita uma determinada aprendizagem, enquanto o processo de aprendizagem estimula a matura&ccedil;&atilde;o. Esta referencia&ccedil;&atilde;o rec&iacute;proca faz o desenvolvimento avan&ccedil;ar.<br /><br />No processo de desenvolvimento, a crian&ccedil;a adquire formas socialmente organizadas de interagir. Para os humanos, as formas b&aacute;sicas de intera&ccedil;&atilde;o abarcam as rela&ccedil;&otilde;es que um indiv&iacute;duo pode estabelecer com seu pr&oacute;prio corpo, com outro humano, com o objeto, com o conjunto dos objetos do meio f&iacute;sico e com sua sociedade. A todo instante existe a possibilidade de intera&ccedil;&atilde;o nas diferentes esferas, mas, no curso do desenvolvimento, a cada etapa est&atilde;o perme&aacute;veis canais espec&iacute;ficos que se constroem no entrela&ccedil;amento da matura&ccedil;&atilde;o com a aprendizagem.<br /><br />Atrav&eacute;s de distintas formas de intera&ccedil;&atilde;o, as rela&ccedil;&otilde;es que o indiv&iacute;duo estabelece nos v&aacute;rios n&iacute;veis transformam as estrat&eacute;gias cognitivas de concretas em simb&oacute;licas. A cada etapa do processo, transforma-se a estrat&eacute;gia cognitiva: novas e mais sofisticadas formas de receber e processar a informa&ccedil;&atilde;o produzem uma decodifica&ccedil;&atilde;o mais precisa do meio, levando a respostas adaptativas cada vez mais diferenciadas. Com base no que decodifica, o organismo responde com um comportamento, um conjunto articulado de rea&ccedil;&otilde;es oriundas de m&uacute;ltiplas e distintas partes do corpo.<br /><br />A aquisi&ccedil;&atilde;o de &ldquo;formas de fazer&rdquo; humanas acontece por meio do processo de internaliza&ccedil;&atilde;o, com a apropria&ccedil;&atilde;o individual de procedimentos culturais, pela transforma&ccedil;&atilde;o de opera&ccedil;&otilde;es externas concretas em opera&ccedil;&otilde;es internas simb&oacute;licas. Ao longo da sua hist&oacute;ria, a humanidade construiu dois tipos de instrumentos culturais para a cogni&ccedil;&atilde;o, para a decodifica&ccedil;&atilde;o do mundo: as ferramentas e os signos. As ferramentas s&atilde;o instrumentos concretos de trabalho, os objetos; os signos s&atilde;o os instrumentos simb&oacute;licos da comunica&ccedil;&atilde;o, as palavras.<br /><br />A fala modifica qualitativamente o comportamento humano, permite pensar simbolicamente e encontrar, a cada momento, a resposta mais adequada para garantir ao homem sua sobreviv&ecirc;ncia, tanto na natureza quanto na sociedade. Com sua fun&ccedil;&atilde;o de organizar a atividade mental, a fala &eacute; a respons&aacute;vel pela transi&ccedil;&atilde;o de um momento a outro do desenvolvimento.<br /><br />A internaliza&ccedil;&atilde;o da fala - seu percurso de fala externa social para a fala egoc&ecirc;ntrica, e depois at&eacute; a fala interna - produz modifica&ccedil;&otilde;es qualitativas importantes no uso dos instrumentos que medeiam a cogni&ccedil;&atilde;o, marcando tr&ecirc;s distintos momentos de organiza&ccedil;&atilde;o funcional sist&ecirc;mica da atividade mental e do comportamento no curso do desenvolvimento. A organiza&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica do MOVIMENTO, da ATEN&Ccedil;&Atilde;O e do PENSAMENTO, s&atilde;o etapas consecutivas, que permitem a estrutura&ccedil;&atilde;o de um modus operandi peculiar e individual ao longo de um desenvolvimento marcado pelas rela&ccedil;&otilde;es que a crian&ccedil;a estabelece, em cada momento, com cada esfera relacional.<br /><br />Cada um dos momentos representa a internaliza&ccedil;&atilde;o de uma fun&ccedil;&atilde;o nervosa, seu processo de transi&ccedil;&atilde;o de formas elementares (concretas, biologicamente determinadas) para formas superiores (simb&oacute;licas, socialmente organizadas) de funcionamento. Esta transforma&ccedil;&atilde;o resulta da modifica&ccedil;&atilde;o no tipo de informa&ccedil;&atilde;o/sinal que produz a atividade do sistema nervoso central (SNC): sinais f&iacute;sicos, materiais, por meio dos &oacute;rg&atilde;os dos sentidos (primeiro sistema de sinaliza&ccedil;&atilde;o da realidade, instrumento concreto da cogni&ccedil;&atilde;o) ou sinais simb&oacute;licos da fala (segundo sistema de sinais, instrumento simb&oacute;lico da cogni&ccedil;&atilde;o).<br /><br />Na transi&ccedil;&atilde;o entre cada momento, a fala, com suas diferentes fun&ccedil;&otilde;es, &eacute; o fator que interv&eacute;m produzindo e instaurando as mudan&ccedil;as qualitativas na opera&ccedil;&atilde;o do SNC. Estas transi&ccedil;&otilde;es entre os sucessivos momentos de organiza&ccedil;&atilde;o funcional sist&ecirc;mica marcam per&iacute;odos cr&iacute;ticos do desenvolvimento, onde uma fun&ccedil;&atilde;o nervosa mais organizada fornece a base para novas e qualitativamente superiores formas de opera&ccedil;&atilde;o do SNC, desde um comportamento elementar at&eacute; formas exclusivamente humanas de atividade.<br /><br />Em cada um dos momentos de organiza&ccedil;&atilde;o funcional sist&ecirc;mica a crian&ccedil;a atravessa cinco est&aacute;gios relacionais: o corpo, o outro, o objeto, o meio f&iacute;sico e o meio social. Nesta passagem, acontece a modifica&ccedil;&atilde;o na qualidade das rela&ccedil;&otilde;es que a crian&ccedil;a &eacute; capaz de estabelecer: deslocam-se de concretas a simb&oacute;licas gradualmente, com o SNC desenvolvendo novas estrat&eacute;gias de cogni&ccedil;&atilde;o, novos procedimentos, pela constru&ccedil;&atilde;o de sistemas funcionais integrados pela palavra. Durante o desenvolvimento, sinais observ&aacute;veis nas atividades habituais da crian&ccedil;a apontam o tipo de estrat&eacute;gia cognitiva que ela emprega para promover sua intera&ccedil;&atilde;o com o mundo exterior, revelando o seu est&aacute;gio relacional.<br /><br />O espa&ccedil;o perme&aacute;vel &agrave; internaliza&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias cognitivas &eacute; a zona de desenvolvimento cognitivo proximal (ZDCP) que se desloca, progressivamente, nas transi&ccedil;&otilde;es entre os est&aacute;gios relacionais. O est&aacute;gio conclu&iacute;do representa o n&iacute;vel de desenvolvimento cognitivo real (NDCR), aquilo que a crian&ccedil;a consegue executar com seus pr&oacute;prios recursos. O est&aacute;gio que se inicia a seguir representa o n&iacute;vel de desenvolvimento cognitivo potencial (NDCP), aquilo que a crian&ccedil;a consegue realizar com aux&iacute;lio.<br /><br />Na transi&ccedil;&atilde;o entre est&aacute;gios, delimita-se a ZDCP, o instante em que ocorre a aquisi&ccedil;&atilde;o de novas formas operativas, onde o potencial (NDCP) se transforma em real (NDCR). Em cada ZDCP, distintas formas de internaliza&ccedil;&atilde;o dependentes do NDC Real determinam os diferentes apoios que podem ser oferecidos para a concretiza&ccedil;&atilde;o do NDC Potencial.<br /><br />As etapas do desenvolvimento relatam a constru&ccedil;&atilde;o do humano: a hist&oacute;ria das intera&ccedil;&otilde;es de cada indiv&iacute;duo com o seu tempo e a sua cultura. S&atilde;o modelos constru&iacute;dos na hist&oacute;ria das sociedades humanas que orientam as formas de intera&ccedil;&atilde;o, levando simultaneamente a uma unidade de &ldquo;eu&rdquo; diferenciada dos outros &ldquo;eus&rdquo;, e a um lugar dentro do grupo social onde este &ldquo;eu&rdquo; se reconhe&ccedil;a entre semelhantes. Nas peculiaridades de cada hist&oacute;ria se inscreve a identidade, que &eacute; a marca da diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o aos outros indiv&iacute;duos da esp&eacute;cie.<br /><br />A extrema fragilidade do beb&ecirc; humano ao nascer torna-o dependente do adulto para sobreviver, de uma forma que n&atilde;o acontece em nenhuma outra esp&eacute;cie animal. O seu desenvolvimento, complexo e demorado permite que as influ&ecirc;ncias da cultura se fa&ccedil;am intensamente. &Eacute; o dom&iacute;nio do c&oacute;digo ling&uuml;&iacute;stico que possibilita a aprendizagem por signos, a amplia&ccedil;&atilde;o do universo cognitivo para al&eacute;m da percep&ccedil;&atilde;o sensorial biol&oacute;gica, permitindo a abstra&ccedil;&atilde;o, fazendo a crian&ccedil;a usufruir dos conhecimentos e das experi&ecirc;ncias acumuladas pela humanidade e inscrevendo-a na sociedade dos homens.<br /><br />&Eacute; a fala que nos faz humanos, dando-nos acesso a uma forma superior de comportamento - o comportamento volunt&aacute;rio - constru&iacute;do como ato social, peculiar a cada cultura, mas trazendo em cada representante da esp&eacute;cie a marca da individualidade da sua hist&oacute;ria.<br /><br />O conte&uacute;do das experi&ecirc;ncias, os tipos de habilidades adquiridas e o repert&oacute;rio de opera&ccedil;&otilde;es mentais constru&iacute;das na internaliza&ccedil;&atilde;o de formas socialmente organizadas de atividade fazem com que cada indiv&iacute;duo viva o desenvolvimento como uma hist&oacute;ria particular, mas que reflete a hist&oacute;ria do seu grupo social, do seu tempo e do seu espa&ccedil;o na hist&oacute;ria da esp&eacute;cie.<br /><br />E, por se construir num ato social, o fazer de todos os homens verdadeiros humanos &eacute; responsabilidade de cada humano com a sua pr&oacute;pria esp&eacute;cie.<br /><br />Em resumo, a constru&ccedil;&atilde;o do humano na perspectiva sociohistorica de L.S.Vygotsky considera que s&oacute; oferecendo as condi&ccedil;&otilde;es adequadas ao desenvolvimento infantil para superar as desigualdades sociais pode-se alcan&ccedil;ar a igualdade de oportunidades. Para concretizar esta possibilidade toma como pontos de reflex&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o os seguintes conceitos:<br /><ol><li>Desenvolvimento integral &eacute; biopsicossocial.</li><li>Necessidades b&aacute;sicas s&atilde;o nutri&ccedil;&atilde;o, higiene e est&iacute;mulos adequados.</li><li>Janelas de oportunidade para o desenvolvimento surgem na intera&ccedil;&atilde;o entre matura&ccedil;&atilde;o e aprendizagem.</li><li>Comportamentos adquiridos socialmente s&atilde;o os modos de fazer humanos.</li><li>Aprendizagem depende de aten&ccedil;&atilde;o compartilhada com o outro cultural que deve fornecer modelos de opera&ccedil;&otilde;es para internaliza&ccedil;&atilde;o.</li><li>Fala, pensamento e a&ccedil;&atilde;o geram programas mentais que produzem comportamento.</li><li>A internaliza&ccedil;&atilde;o da fala organiza formas simb&oacute;licas superiores de atividade mental e comportamento.</li><li>Momentos cr&iacute;ticos podem ser fatores de risco para o desenvolvimento saud&aacute;vel mas tamb&eacute;m s&atilde;o est&iacute;mulo para a aprendizagem de novos comportamentos.</li></ol><br />Nota: Sinopse de palestra Espa&ccedil;o Labore 20 agosto 2010.<br /><br />Parte do texto constitui o cap&iacute;tulo 1 do livro &ldquo;A CRIAN&Ccedil;A EM DESENVOLVIMENTO: C&Eacute;REBRO, COGNI&Ccedil;&Atilde;O E COMPORTAMENTO&rdquo;, e locu&ccedil;&atilde;o para o v&iacute;deo e o CD-ROM &ldquo;A CONSTRU&Ccedil;&Atilde;O DO HUMANO&rdquo; apresentado no II Congresso Brasileiro de Neuropsicologia &ndash; Campinas &ndash; 1995.<br /><br /><em><font size="3"><strong>Anang&eacute;lica Moraes Gomes</strong></font></em><br /><ul><li><em>M&eacute;dica;</em></li><li>Ensina desenvolvimento, aprendizagem, cogni&ccedil;&atilde;o, comportamento e seus dist&uacute;rbios desde 1986;</li><li>Autora do livro &ldquo;A CRIAN&Ccedil;A EM DESENVOLVIMENTO: C&Eacute;REBRO, COGNI&Ccedil;&Atilde;O E COMPORTAMENTO&rdquo;, Editora REVINTER 2005;<br /></li><li>Realizadora do CD-ROM &ldquo;A CRIAN&Ccedil;A EM DESENVOLVIMENTO: A CONSTRU&Ccedil;&Atilde;O DO HUMANO&rdquo;.<br /></li></ul><br /><a href="mailto:ecologiadocorpo@gmail.com" style="" title="">ecologiadocorpo@gmail.com</a><br /><br />http://www.messuka.com.br/index.php -&nbsp;na se&ccedil;&atilde;o Ecologia do Corpo<br /></div>  ]]></content:encoded></item></channel></rss>

