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A inclusão é o resultado de muitas idéias que foram evoluindo lentamente, na tentativa de atender a todos os segmentos existentes de uma realidade humana.
Sinalizada por uma consciência crítica de âmbito nacional e internacional amparada por inúmeros princípios, recomendações e declarações frutos de acordo e compromissos firmados em diversos encontros pelo mundo.
A Comunicação Alternativa e Ampliada (CAA) vem ao encontro do princípio de inclusão que defende uma única educação de qualidade e com a presença de todos os tipos de pessoas, inseridas na escola regular, em classes comuns.
Ao criar condições para que a comunicação aconteça e possibilitar com isso as trocas sociais, oportuniza não só a organização e desenvolvimento do indivíduo como membro ativo, participante, vivo, pensante, como também, nos convoca a nos tornar mais do que ensinantes e aprendentes, co-responsáveis pelo sucesso do processo da inclusão.
Incluir não é colocar qualquer criança, em qualquer escola, de qualquer jeito. Adaptações são necessárias e cada vez mais fica comprovada a importância do trabalho em equipe.
A comunicação humana envolve um rico entrelaçamento de informações transmitidas através de elementos motores, de expressão emocional e vocalizações. A linguagem falada é uma forma de comunicação que capacita os seres humanos a transmitirem informações com especificidade e detalhe. A maioria dos indivíduos desenvolve habilidades de linguagem e comunicação que são utilizadas ao longo de uma existência sem esforço aparente.
É considerado atraso simples, o indivíduo que tem boa capacidade para a compreensão da linguagem, que pode apresentar algum domínio da linguagem expressiva, porém encontra-se em defasagem em relação ao esperado para a idade. É comum a presença de dificuldades articulatórias características de desvios fonêmicos, e nestes casos a intervenção fonoaudiológica se faz necessária.
Para alguns indivíduos, no entanto, este desenvolvimento não ocorre de forma tão natural. Acontecem casos onde os atrasos de linguagem podem ser mais severos, chegando a haver ausência de oralidade. Podendo ainda ter um comprometimento no desenvolvimento motor global . As dificuldades articulatórias podem estar mais visíveis, dependendo dos problemas associados. As causas podem ser: neurológicas, más formações das estruturas orofaciais ou desvios fonêmicos. As dificuldades se estendem tanto à compreensão quanto à expressão da linguagem.
As patologias em que ocorrem alterações de linguagem mais severas e possivelmente, de fala são as disfasias, afasias, deficiências auditivas e deficiências mentais.
Nestes casos, a intervenção fonoaudiológica se faz necessária e urgente, tendo, como grande importância, a parceria da equipe terapêutica com a família, cuidadores e escolas.
A fonoaudióloga é responsável pelo desenvolvimento da linguagem enquanto formadora de vínculo social entre pessoas, comunidades e culturas, organização do pensamento, adequação da motricidade oral e elaboração e confecção das pranchas de CAA,de acordo com avaliação prévia,onde é vista a capacidade individual.
A CAA utiliza a linguagem gráfica associada a recursos comunicativos como gestos, vocalização, expressão facial e corporal.
São realizadas as seguintes estratégias facilitadoras para o uso adequado dos símbolos destas pranchas:
- Usar linguagem compatível com as possibilidades de compreensão.
- Seja direto e claro.
- Seja literal
- Usar falas mais curtas e simples
- Reconstruir a frase sempre que suspeitar que não foi entendido.
- Manter contato visual
- Evitar questões abertas tipo ”Onde poderíamos ir?”
- Saber aguardar uma resposta.
- Complementar sua fala com gestos.
Inês Alice Carvalho Villa Maior
Fonoaudióloga Psicopedagoga
2007
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